PESQUISAR NESTE BLOG:

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Exposições de pintura: visitei, vi e gostei

Visitei as exposições de pintura na fortaleza, na biblioteca e no espaço cultural da junta de freguesia.

Gostei em particular das exposições de André Semblano e Marina Fátima. A ordem pela qual elaboro a minha crítica não representa nada. Gostei de ambos em pé de igualdade, embora tendo cada um o seu estilo. Cada um deles transmitem-me sentimentos diferentes.

Se tivesse que os classificar diria que o André é um pintor da vida moderna. Na senda do que preconizava Charles Baudelaire. Aproximaram-se desta visão, Manet, Degas e Velasquez, tão bem homenageado por Marina.

André, é o poeta do buliço. É o poeta do murmúrio, do movimento e da inquietação. A sua pintura faz-me lembrar Álvaro de Campos (Fernando Pessoa),“Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!” em Ode Triunfal. As suas telas transmitem o que não se vê! A faina o mar e o descanso duma vida de labuta, retratadas nos barcos, a vida da cidade, o burburinho do dia-a-dia em movimentos perpétuos da vida.





Não sei como é que o André se classifica mas eu vejo uma mistura de realismo e pós-impressionismo nas suas obras, em concreto nas aguarelas. Já no caso dos acrílicos, até nos barcos, revejo um "figurativo arquitectónico", cujo expoente máximo em Portugal foi Molina.



A Marina é a pintora da côr. Exalta a côr com grande mestria. As figuras podiam não estar lá. Não faziam nem fazem lá falta. A mensagem é-nos transmitida pela côr e pela forma com as dispõe. Percebo nas cores fortes e expressivas a côr da savana africana. do deserto do Saara e da floresta do Congo.



Tenho mais dificuldade em classificar a Marina quanto ao movimento artístico. Parece beber em fontes diversas tais como o realismo, o pós-impressionismo, cubismo e a abstracção.



Os pintores também são poetas. São poetas da côr e dos sentidos da alma. Algumas da telas da Marina, não são pintura, são poesia.



Artigo de Opinião!

Sem comentários: