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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Como avaliar uma obra de arte


Composição com Vermelho, Amarelo e Azul, de Piet Mondrian (1872-1944)

Temos falado aqui um pouco sobre obras de arte, em concreto sobre pintura. Não sei se têm curiosidade sobre o assunto? Eu sempre tive! Porque é que um quadro chega a custar valores tão elevados? Como se pode definir o valor de uma obra? Sobre o assunto deixo-vos algumas orientações.

Todavia, citando Aires Almeida em "crítica na rede" não esqueçam que alguns filósofos da arte, como Morris Weitz, abandonaram simplesmente a ideia de que a arte pode ser definida; outros, como George Dickie, apresentaram definições não essencialistas da arte, apelando, nesse sentido, para aspectos extrínsecos à própria obra de arte; outros ainda, como Nelson Goodman, concluíram que a pergunta «O que é arte?» deveria ser substituída pela pergunta mais adequada «Quando há arte?

Kant e Schopenhauer, por exemplo, defendiam que a beleza torna-se a qualidade pela qual um objecto nos agrada independentemente da sua utilidade, despertando em nós a contemplação e uma desinteressada felicidade.

Na senda de Espinosa, Will Durant refere que antes de mais uma coisa é bela porque é desejada. Não desejamos uma coisa porque ela é boa; ela é boa porque a desejamos; assim, não desejamos uma coisa porque é bela; essa coisa é bela porque a desejamos.

Apesar de muito se ter escrito sobre o belo e a estética, desde a Grécia antiga até hoje, não parece haver um consenso sobre estes temas. Parece que acima de tudo devemos ter em conta o facto de desejarmos algo conjugado com as leis da oferta e da procura.

Deixo-vos alguns critérios fundamentais, segundo a Bolsa de Arte, Rio de Janeiro, Brasil:

Avaliar uma obra de arte é uma tarefa complexa que exige conhecimentos técnicos e experiência.

Para tanto, é necessário considerar diversos factores.

O mais importante é a lei básica do mercado: de oferta e procura.

Visando uma melhor orientação aos colecionadores, principalmente os novos, indicamos as principais regras a serem consideradas por ocasião da aquisição ou venda de uma obra de arte:

1 - O Autor
Os artistas atingem cotações diversas, mesmo sendo contemporâneos e com biografias assemelhadas.

2 - Técnica
A valorização de uma obra obedece a seguinte escala:
1º. óleo e/ou acrílica sobre tela e/ou madeira e cartão;
2º. guache ou têmpera sobre cartão ou papel;
3º. aquarela, pastel, lápis de cor e ecoline sobre papel;
4º. desenhos a nanquim, carvão, sangüínea, sépia e lápis;
5º. gravuras (litografia, xilogravura, gravura em metal, serigrafia);

3 - Fase
Somente com um olhar retrospectivo é que se consegue determinar quais as fases mais valorizadas de um artista e que configuram o auge de sua criatividade. Não obedecem necessariamente uma ordem cronológica.

4 - Dimensão
O tamanho influi no valor de uma obra de arte.

5 - Conservação
O bom estado de conservação é um fator que contribui para a sua maior valorização.

6 - Tema
Cada artista possui alguns temas que o consagram. É o que o mercado define como tipicidade.

7 - Origem
A procedência conta no valor final de uma obra de arte.

8 - Valor histórico
A participação de uma determinada obra em algum movimento artístico ou exposições.

9 - Bibliografia
Obras citadas ou reproduzidas em livros e/ou catálogos.

10 - Modismo
Existem épocas onde alguns temas e artistas são mais procurados pelo mercado.

11 - Assinatura
A falta de assinatura poderá diminuir o valor de uma obra de arte.

Obs:
O material usado nas esculturas, as dimensões e tiragens devem ser observados
como fatores principais para avaliação.

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