PESQUISAR NESTE BLOG:

domingo, 22 de agosto de 2010

Filme: Precious

Talvez aquilo que julgue ser importante não passe de banalidades!

Veja o filme e repense as suas prioridades!

Nada de efeitos especiais, nada de fantasias. Um filme sobre a triste realidade de muitas pessoas, talvez mais perto de si do que possa imaginar.

Não deixe de ver!



Precious (2009), baseado no romance de 1996 ‘Push’, de Sapphire – também conhecida como Ramona Lofton – é um filme poderoso capaz de impressionar o espectador menos impressionável. Confesso que estava expectante quanto ao conteúdo do filme, uma vez que não li a obra literária em que se baseia. O seu destaque nos Globos de Ouro e a sua nomeação em várias categorias dos Óscares deste ano, popularizaram e aumentaram a curiosidade para aquele que é apenas a segunda longa-metragem do realizador Lee Daniels, bem como o primeiro argumento de Geoffrey Fletcher. Ambos estes senhores estão nomeados aos Óscares, nas respectivas categorias de Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado.

O filme relata-nos a triste história de Claireece ‘Precious’ Jones (Gabourey Sidibe), uma adolescente de 16 anos, grávida do segundo filho. O ano é 1987 e Precious vive com a sua mãe Mary (Mo’Nique). Quando não está a ser insultada, ou a levar tareias de proporções épicas, Precious ‘sonha acordada’ em ser o modelo físico e sobrevalorizado que a geração MTV – ainda precoce em 1987 – começava a criar. Ao contrário da maioria dos adolescentes, Precious realmente quer ir para a escola. A sua mãe, ao contrário da maioria dos pais, não quer que Precious frequente a escola com o pretexto de que apenas a vida é capaz de ensinar realmente alguém. Quando irrita a mãe, – basta respirar – é posta de castigo e proibida de comer. Quando lhe é restringida a comida, – Precious desafia o termo ‘obesidade’ – torna-se capaz de roubar para comer. No Harlem, um dos mais conhecidos bairros sociais de Nova Iorque, as aulas na escola que frequenta são uma anedota. Para consumar o estatuto de tragédia, Precious está pela segunda vez grávida do pai que diariamente a violava. Chega?

Texto de Diogo Alçada Tavares

Sem comentários: