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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria morre aos 77 anos



A nossa singela homenagem!

A melhor forma de homenagear um artista é invocar as suas obras, por isso e, para quem não saiba, deixo-vos a Sara Tavares com a canção "Vou chamar a música", com música de João Mota Oliveira e letra de Rosa Lobato Faria.



OUTRAS DA SUA AUTORIA:

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Tó Cruz


“E, um dia, quando eu tinha 63 anos, Deus quis que eu nascesse de novo. Contaram-me uma história e fiquei a pensar nela. Aquela história não me largava a cabeça. E eu dizia para mim. Isto é um conto, tenho que escrever este conto, senão não me vejo livre desta maçada. E escrevi. Quando reparei tinha 240 páginas A4 e pensei: Isto se calhar é um bocadinho mais que um conto. Efectivamente, era um romance”. Assim, contara uma vez Rosa Lobato Faria em entrevista, sobre «O Pranto de Lúcifer» (1995). A actriz, escritora e compositora morreu hoje – deixando como último romance «As esquinas do Tempo» –, aos 77 anos, devido a uma anemia grave, segundo avançou a Antena 2.

Há já meio ano, sofreu uma infecção intestinal grave, que a obrigou a uma intervenção cirúrgica da qual nunca recuperou totalmente. Entretanto, já estava internada há uma semana, num hospital privado de Lisboa, onde acabou por falecer, vítima de uma anemia agravada.

Rosa Lobato Faria contara uma vez que sempre quis ser actriz. A partir dos 11 anos, quando subiu a um palco, pela primeira vez, foi para recitar poesia. A escrita esteve presente desde a infância, quando escreveu os seus primeiros poemas, mas também editou livros infantis.

Compôs a letra de várias músicas como "Amor de Água Fresca", "Chamar a Música", "Baunilha e Chocolate" e "Antes do Adeus", todas premiadas com o primeiro lugar em edições do Festival da Canção. E estreou-se como locutora na RTP nos anos 60, e ficou conhecida do grande público pela sua participação, como actriz, na primeira telenovela portuguesa, "Vila Faia", tendo ainda posteriormente entrado em «Origens» e «Ninguém como tu». Também participou em séries de comédia como «Humor de perdição» e «A minha sogra é uma bruxa».

Ficou viúva de Joaquim Figueiredo Magalhães, editor literário, há dois anos, com quem esteve casada 33 anos. "O tempo jamais curará a falta que o meu marido me faz", disse naquela altura.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt

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