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domingo, 29 de novembro de 2009

João Drago, "Todos temos o teu fado"

Sim, chegou finalmente às televisões!



"Todos Temos o teu fado" é uma curta-metragem que se estreia sexta-feira em Madrid e na qual cidadãos de vários países, com maior ou menor vocação para o canto e a música, interpretam temas celebrizados por Amália.

Ao longo dos 23 minutos do `curto` - que será exibido na Filmoteca Espanhola -, João Drago, responsável pela realização e argumento, usa espaços emblemáticos de Portugal e Espanha para homenagear Amália Rodrigues, no ano em que se cumprem 10 anos da sua morte.

Aparecem no filme um reformado holandês (Theo Jongsman), uma professora de flamenco mexicana (Carmen Diaz) e um transformista espanhol (Nacho Galán) a interpretar temas conhecidos da fadista.

Três músicos espanhóis (Toñi Mora, Jordi Calafell e Laura Montoya) interpretam um tema instrumental e nove cidadãos de várias nacionalistas cantam o tema Mariquita.

O filme, que conta com a participação de dois guitarristas portugueses - Miguel Drago (guitarra portuguesa) e Virgílio Lança (viola) -, tem como director de fotografia o espanhol José A. Olivares.

"É uma ideia antiga e que de alguma maneira está relacionada com a minha própria experiência de viver fora de Portugal há 18 anos. Quando vives fora de Portugal acabas por desenvolver um relacionamento com o fado no sentido mais nostálgico do termo", disse.

"E nesse contexto - observou - a Amália é a maior referência, uma das grandes vozes do século 20 e das poucas que cantavam com o mesmo à vontade em quatro ou cinco línguas".

Partindo desse "sentido universal" de Amália, João Drago decidiu desafiar cidadãos estrangeiros residentes em Lisboa e Madrid, com idades entre os 20 e os 60, para interpretarem a fadista e os seus temas.

"Nenhum é músico profissional, mas deixam-nos temas que assumem por isso uma interpretação muito pessoal do fado e de Amália", assinalou.

Os "palcos" destes encontros de fado incluem alguns dos espaços mais emblemáticos de Madrid e Lisboa, incluindo a Plaza Mayor e a famosa casa de flamenco "Corral de la Pacheca", o Parque Eduardo VII e o Panteão Nacional.

"É essencialmente uma curta-metragem com meros fins de divulgação cultural, através de festivais de cinema da especialidade", referiu João Drago.

"Se tiver boa receptividade, gostava também de poder chegar às televisões. Tudo depende de conseguirmos negociar os direitos de autor para isso. Para já vou tentar divulgar o `curto` nos países onde a Amália era mais popular, através de festivais de curtas", disse ainda.

João Drago, natural de Coimbra e jornalista desde 1988, viveu vários anos em Macau, onde foi editor e director do Jornal Tribunal de Macau, colaborando com outra imprensa escrita da região.

Reside desde Setembro de 2003 em Espanha, onde conclui o curso de cinema da Escuela de Artes Visuales de Madrid e é colaborador do programa Europa Contacto da RTP.

Entre as suas experiências de cinema destaca-se o trabalho como guionista e realizador da curta-metragem "Diesel", uma produção espanhola rodada em 2005 (na Andaluzia e no Algarve) que fez parte do programa oficial da primeira edição do Festival dos Cinemas do Mediterrâneo, realizado em Faro na Primavera de 2006.

ASP.

Fonte: Lusa/Fim/RTP

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